Muitas pessoas utilizam o mês de dezembro para fazer um balanço de tudo que aconteceu de positivo e negativo ao longo do ano que está terminando e, claro, para estabelecer novas metas para o ano seguinte. No entanto, quem sofre com ansiedade, especialmente em níveis leves ou moderados, deve tomar cuidado para não deixar que essa sensação exagerada atrapalhe o cumprimento dessas resoluções.

 

Falta de concentração causada pela ansiedade pode atrapalhar metas

Segundo a psiquiatra Mônica Melo, a atenção deve começar já na hora de elaborar os objetivos, o que possibilita manter os pés no chão. “Muitas vezes, a pessoa ansiosa tende a estabelecer metas exageradas e inalcançáveis, agravando ainda mais o ciclo vicioso de autocobrança, piora da ansiedade e sentimento de incapacidade”, afirma a profissional.

Além disso, os próprios sintomas causados pela ansiedade exagerada podem acabar prejudicando as resoluções. “A pessoa com ansiedade pode apresentar dificuldade de se concentrar, insônia e preocupações excessivas, o que pode dificultar a execução de seus planejamentos”, destaca a psiquiatra Paula Alves.

 

Mantenha uma lista com as resoluções mais importantes

Durante o fim do ano, ao pensar nas metas, é necessário que o paciente ansioso crie uma lista com todos os seus objetivos e, segundo Mônica, peça a opinião de alguém próximo ou de um profissional da área da saúde para ajudá-lo a selecionar os mais importantes e a traçar um plano para conseguir alcançá-los.

É também reconhecer suas vitórias. “Parabenizar-se por cada mudança realizada, por menor que ela pareça. Lembre-se que ter compaixão por você mesmo te estimulará a persistir nos seus ideais”, aconselha Mônica. Além disso, não se culpe pelos erros. Ninguém é perfeito e os erros fazem parte da vida e do processo de aprendizado.

 

Dra. Paula Alves é psiquiatra, formada em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e atende no Rio de Janeiro. CRM-RJ: 52-98519-8

Dra. Mônica Melo é psiquiatra, graduada em Medicina pela Universidade Católica de Brasília e especialista em Terapia Cognitiva Comportamental pelo Instituto de Psiquiatria da USP. CRM-DF: 16685

 

Fonte: Cuidados Pela Vida